Alberto cria estruturas de ruído tipográfico, impregnadas de cultura underground e anotações pessoais semi-aleatórias, para adornar musas extremamente voluptuosas e com personalidades inesquecíveis. Corpos moldados pela paixão masculina, no limite da perversão, em composições que fazem pensar tanto em calendários de oficinas mecânicas, quanto em capas de revistas que marcaram o design gráfico desconstruído nos anos 90, como Ray Gun, iD e The Face. Alberto Monteiro é um influente integrante da geração de artistas conhecida como Mauditos, algo como uma rede geograficamente dispersa no território brasileiro de autores de histórias em quadrinhos e publicações experimentais que, nos anos 90, estava conectada principalmente através dos correios. Alguns dos veículos que criou para espalhar suas narrativas visuais, textos e composições gráficas foram os zines Novo Experimento, Anti Usual e HAUUZC. No Rio, estudou brevemente no Parque Laje e expôs sua pintura em espaços alternativos, como a Casa da Matriz e as festas Loud no Cinema Iris. Em outros estados, suas obras foram destaque nas exposições Monstra Comix, em Fortaleza, e TRANSFER, em Porto Alegre e São Paulo.