América Sanchez

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Designer gráfico de profissão, Juan Carlos Pérez Sánchez sempre manteve sua criação artística em paralelo, marcada pelas fotomontagens e pela observação das expressões gráficas urbanas. Chegado de Buenos Aires na Barcelona pós-guerra de 1956, com 24 anos, decidiu mudar o seu nome (adotando o nome da sua mãe: América) e impulsionar a reestruturação do design gráfico espanhol. Assim, conseguiu ter trabalhos adquiridos pela coleção do MoMA de Nova York, além de criar boa parte do que existe de mais relevante no design gráfico de Barcelona, como a logomarca dos Jogos Olímpicos de 1992 e as identidades visuais da Vinçon e de todos os táxis da cidade, entre tantos outros feitos. O reconhecimento internacional e a constante retrospectiva de seu trabalho mostram que a sua arte, quase alinhada com a art brut, nunca esteve separada da sua profissão. As pinturas e desenhos que marcaram a primeira exposição de América no Brasil, como integrante da coletiva PREGUNTAME COMO! na LOGO, têm como ponto de partida sua experiência visitando um grande centro de certificação de veículos e seus “dummies”: grupo ou família de bonecos usados para testar o impacto entre veículos e atropelamentos de pessoas.

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