Sesper

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(Santos, 1973)
Vive e trabalha em São Paulo
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A obra de Alexandre Cruz, mais conhecido pelo pseudônimo Sesper, surge de uma relação particular entre a colagem, a pintura, a forma e a textura. Tendo como pontos de partida a experimentação sobre papel, fanzines e livros de artista, hoje seu trabalho acontece também em painéis de madeira, incorporando os mais variados objetos ao suporte e remetendo ao conceito de assemblage. Entre os materiais descartados pela sociedade que são reutilizados pelo artista, como pôsteres educativos, revistas e equipamentos obsoletos, estão documentos e objetos pessoais dele e de seus amigos. Aos elementos carregados de significado sentimental, por vezes relíquias de subculturas urbanas, somam-se a própria obra anterior de Sesper em seu interminável processo de retroalimentação visual. Partes de obras, impressões de partes de obras, fragmentos de produtos criados pelo artista, enfim: originais e transposições de seu trabalho nos mais variados suportes são transformados e reutilizados. Simulacro e original se fundem para compor cenas de uma sociedade auto-desorientada por substâncias psicoativas, ideologias em curto-circuito e branding.
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Alexandre Cruz nasceu em 1973, em Santos – SP, e passou grande parte de sua adolescência andando de skate, fazendo fanzines e gravando fitas K7. Depois de integrar diversas bandas independentes, no início dos anos 90 inicia a banda Garage Fuzz, em que é vocalista até hoje, além de manter outros projetos musicais. Em São Paulo, passou a intervir nas ruas com adesivos e pôsteres, adotando o pseudônimo Sesper, enquanto também difundia sua arte através de estampas de camisetas para marcas de streetwear e capas de discos para selos independentes ou grandes gravadoras, entre outros produtos. Em paralelo, desenvolveu trabalhos em ateliê que gradualmente ganharam visibilidade em espaços expositivos. Sesper também atuou como curador, sendo um dos fundadores do seminal espaço expositivo Most e tendo participado da curadoria da mostra itinerante TRANSFER. Como documentarista, dirigiu RE:Board, o resultado de uma extensa pesquisa sobre a história da arte nas pranchas de skate brasileiras.
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Sesper marcou a trajetória da galeria de arte LOGO desde a sua abertura, em 2011. Seu trabalho chamou atenção em coletivas como Perturbo, inaugurando a galeria com suas colagens/pinturas monumentais, ou Marker, com uma ambiciosa instalação audiovisual. O artista ainda conseguiu ampla repercussão lançando uma série de obras autobiográficas dividida entre as edições de 2012 e de 2013 da feira SP-Arte e uma coleção de livros de artista durante a feira de publicações independentes Plana, no MIS (2013), aonde também participou como palestrante. Recentemente seu trabalho passou a integrar importantes coleções institucionais, como as do Itaú Cultural, na capital paulista, e do Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto.

obras