Tomas Spicolli

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Nascido em Campana e radicado em Zarate, províncias de Buenos Aires – Argentina, o artista e músico Tomas Spicolli é uma verdadeira entidade da cultura underground em seu país, assim como no Brasil, especialmente em São Paulo, onde também expõe e toca intensamente desde o final dos anos 90. Sua expressão corre em um fluxo graficamente caótico e sonoramente estrondoso, que pode ser acompanhado através de zines, discos, shows, indumentária, vídeos, intervenções urbanas, exposições e obras de arte. Spicolli distorce diferentes técnicas de reprodução de imagens, manipulando a imperfeição da fotocópia, do stencil, da serigrafia e da cópia carbono para amplificar suas pinturas, desenhos e colagens. De sua constância e voracidade surge um universo paralelo em eterna explosão, onde tudo vibra e voa pelos ares, incluindo aviões e criaturas aladas. O espetáculo destes desastres aéreos ou as apresentações de personagens, como em figurinhas colecionáveis, que marcam tantas outras obras, bastam por si só para agarrar o olhar. Porém, sua arte também convida a desvendar as raízes das culturas do skate e do punk, com ecos da arte de Jim Phillips e Raymond Pettibon, do visual de marcas como Zorlak e Blockhead, das revistas Cerdos y Peces e Thrasher, de bandas como Crass e Agnostic Front, entre tantas outras. Culturas que, na America Latina, são marcadas pelo próprio trabalho de Tomas Spicolli, a exemplo das capas de discos que fez para a mítica banda argentina Fun People, ou da identidade visual de seus próprios projetos musicais, como Delmar, 7MAGZ e Tildaflipers. Desde 1997 Spicolli expõe e toca regularmente em centros culturais, galerias de arte e casas invadidas. Em 2011 teve seu primeiro livro monográfico, intitulado Bazofia, lançado pela editora argentina Tren en Movimento.

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